Vamos ao Cinema?

O filme do dia é Cisne Negro (Black Swan) dirigido por Darren Aronofsky. Pra quem está acostumado a ver Natalie Portman na pele de doces e mágicos personagens, o que é o meu caso, se surpreenderá com a intensidade do personagem Nina.
Uma bailarina vivendo no limite e o transpassando a cada instante. Ser a melhor é pouco. Cenas intensas, enquadramentos e edições impecáveis dão o tom de uma historia cheia de verdade e alucinação. O caminhar do filme te leva pra dentro da mente de Nina e EU sofri muito com ela, toda a angustia da sua busca pela perfeição e o seu último ato. Apesar das criticas dizerem que o filme exagera um pouco a realidade de uma cia de balé, a atuação de Natalie Portman é inquestionável. Não é atoa que é favorita para o Oscar desse ano.

Recomendado!


E pra quem quer algo mais leve a dica é O Turista. Muitas amigas foram ao cine ver o Depp eu confesso que sou apaixonada pela Jolie. Me surpreendi com o filme que mesmo sendo catalogado como suspense me deixou com um sorriso nos lábios, Depp trouxe a um personagem confuso um toque sarcástico delicioso, já a Jolie nas palavras de minha filha "aconteça o que acontecer ela não perde a pose nunca". Mas eu prefiro não comentar mais sobre esse senão eu entrego o ouro pra quem ainda não viu.


Aprovado!


PS. Caros, não sou critica de arte nem tão pouco escrevo lindos textos. Mas gosto de cinema e adoro dizer o que penso. Então feito! Se der a louca eu apareço com mais posts cinematograficos.

Ética & Educação




Mais um trabalho, um cartaz que tivesse como conceito "ética e educação". Mas não aquela vinda dos dias de aula na escola. Mas a que se relaciona diretamente com o respeito ao próximo.

Como fazer isso?

Assim!?

DCCPEstratégico

E a estratégia da fuga é o voo!







Olla, Tucci!

Produto: Olla - pela diversidade sexual.
Tema: Contra o preconceito homoafetivo.






Feedback? É, hum, quase isso. Mas a campanha dois foge do objetivo. Não sejam o cliente!!!

Luxúria

A luxúria (do latim luxuriae) é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”.

Um dos sete pecados capitais, aqueles que levam a alma do pecador ao inferno. Mas quem é que nunca pecou?




Shiiii! Cuidado, não deixem que descubram!!!

Kisses Baby!!!

Rec.

E então eu fui ler, fui encher meu coração do que sente a "menina do sapato caramelo". Maíra Viana é a menina das palavras e suas palavras puro sentimento. Li e parei, parei um segundo dessa vida que não pára e me senti o aeroporto, o lugar de paradas, o ponto onde as pessoas param e ficam, até o momento de ir de novo. O encontro me enche de vida e de sonhos, o partir não. Pessoas cruzam meu caminho, se acomodam no aeroporto e depois vão. Quando o último avião sobe, me pego sozinha de novo. Ser aeroporto é ser porto, o porto seguro que se mantém estático, forte e inabalável. Avião cai, aeroporto não. Mas talvez eu só quisesse voar.

Le Petit Trou

Você já provou o sabor da imaginação?






















Para maiores informações acesse:

http://livosofia.blogspot.com/2010/09/le-petit-trou.html

"Se essa rua...

...se essa rua fosse minha. Eu mandava, eu mandava ladrilhar, com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante. Só pro meu, só pro meu amor passar."


Você sabe quem foi Antônio Diederichsen?


Você sabe quem foi Monteiro Lobato?

Escutatória

Recebi esse texto e achei perfeito para compartilhar.....


ESCUTATÓRIA

Rubem Alves



Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.

Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: “Mas isso não é nada...“ A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.

Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.“ Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.“ Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não “evangélico“), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.“ Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.“ Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.“ E assim vai a reunião.

Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U“ definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino...“ Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto...

Paulo Freire

Luiz Carlos Cappellano

"Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele. Está é a diferença profunda entre o ser condicionado e o ser determinado."

Paulo Freire