CRRTV #01

Eita videozinho cretino...rsrsrs


Di, Gi e tal...


Chegou mais um fim de semana onde tudo tem que acontecer pois na realidade é meu único e pequeno momento de vida. Leio os posts dos blogs de alguns queridos, faço trabalhos, cuido da casa e dos filhos, saio, fico, penso, descanso, choro e me divirto. Enfim é nesses dois dias ou em alguns, menos que dois, em que encaixo minhas raízes mentais num solo cheio de vida boa e ruim, ainda sem saber ao certo que árvore sou e que frutos darei.
Mas, essa ladainha toda é pra dizer que lendo blogs alheios me coloquei na posição incógnita de avaliar o meu. Afinal pra que escrevo, pra quem escrevo, sobre o que afinal é esse blog? Quando decidi escrever pensei no fato de estar sempre insone, transformar esse espaço no espaço de desova de ideias, de sonhos, medos, num lugar onde pudesse desprezar minhas noites em claro de forma útil ou inútil, mas produtiva.
Comecei a enxergar o "Insone" como minha digital eletrônica, minha marca virtual, tão atolada de ideias que não se ligam necessariamente quanto minha própria vida. Linhas distintas que não se cruzam, que constroem harmoniosamente o que sou. Nada que possa levar um nome desses com ar de patente tipo Gênio, Poeta, Mestre, Crônista ou sei la qual mais. Mas sou um punhado de coisas que leva um nome único Sheila (Ozsvath) Rodrigues Motta.

(pausa)

Eureka! Descobri o segredo da vida, afinal entendi tudo. Eu não sou você, sou eu! Não adianta eu buscar me entender no outro por inteiro, posso ser você em algum fragmento, em algum retalho. Mas no todo sou eu, cheia de ideias, sonhos e medos.

Meu blog é meu Mausoléu, meu porão abarrotado. Não adianta arrumar o porão, ele foi feito pra ser assim bagunçado, passado, presente e futuro. Subdivididos em caixas, meus posts claro.
Não, não vou parar de escrever, nem vou copiar algum dos muitos que leio e adoro.
Não seria meu, não seria eu!

Veja...

Conforme prometido segue o conteúdo do e-mail enviado para a Revista Veja, da qual não recebi nenhum retorno.

Á direção da revista Veja.


Venho por meio desta demonstrar minha total insatisfação pela capa da Veja desta semana. Para um assunto de muita valia caberia um maior cuidado com a ilustração de sua capa, é um despautério exibir uma criança nua estando nós expostos a pedófilos nas portas de nossas casas. É de saber de todos que qualquer forma de nudez infantil é um estimulo para esses "monstros" que vêem nessas crianças sensualidade e erotismo compatíveis a um adulto.
Pergunto a edição responsável pela capa qual seria a diferença entre uma criança nua e uma vestida sendo que a matéria principal fala de palmadas e que não tem nenhuma associação direta com nudez.
Sou mãe e nem mesmo em meu álbum de família tenho fotos de meus filhos em tal situação, acreditando que seria uma falta de respeito moral para com eles.

Peço a gentileza de serem mais cautelosos nas escolhas de suas capas.


Atenciosamente,
Sheila Rodrigues Motta

Ler ...

Click e leia

Flyer


Trabalho criado para um concurso cultural.

Não, eu não ganhei!

OpanKa


Opanka

by S.Ozsvath


Rec.


Florbela Espanca
em letra bela estanca
a água de minha boca
não para matar minha sede
mas para embebedar teus ouvidos
com tudo o que desejei expelir
não do coração onde os sentimentos são vãos
mas da alma onde todo amor é dor
e por ser dor marca e encharca de sangue
as vestes brancas
sangue que quando Florbela estanca em bela letra
cicatriza no poema
a dor que há em mim.

MAS O MEU AMOR NÃO É PIRATA

Lançamento: DVD “Segundo Ato”


( ) Comprar


( ) Presentear


( ) Piratear


(X) Todas as alternativas acima




Pense em uma trupe que com música, poesia e arte circense fala de amor, fé, preconceito, amizade, família, política e tudo isso de forma independente, tudo isso de forma rara e ainda te autoriza a “piratear” o trabalho deles ... O.o? ...Isso existe sim e se chama “O Teatro Mágico”.

A minha história com o Teatro Mágico aconteceu assim ...

Há muito tempo atrás eu ouvi falar em Teatro Mágico, estava no repertório das apresentações de uma colega. E quem é Teatro Mágico? - perguntei. Uma banda que virou febre na USP - foi o que ouvi ... não era meu momento ainda ...
Tempos depois achei o cd dela e comecei a ouvir e buscar mais coisas na internet era realmente encantador ... e minha filha mais velha na época com 7 anos já tinha sua música preferida.
Em 2008 soube de um show que ia acontecer aqui em Ribeirão Preto, no Teatro de Arena, foi um mês torturando meus colegas de trabalho pois estava em euforia para ir ao que seria o meu primeiro show do Teatro Mágico ... Teria eu grana pra ir?
Calma! Me diziam. O Teatro Mágico vem duas vezes ao ano pra Ribeirão, eu prometo que se num der pra ir dessa vez no próximo vou com você.
Calma, como me acalmar, eu estava diante da oportunidade de ter um momento mágico e no Teatro de Arena que para mim também é mágico.
Pois bem, passou o mês e chegou o dia do show, o dinheiro veio tarde demais ou os ingressos acabaram cedo demais, num sei. Era 14horas da tarde e um amigo anuncia, consegui convites para sortear entre os funcionários. Meu coração mudou de lugar. Colocamos o meu nome o de uma amiga e dois amigos se ofereceram para colocar o nome deles pra nos ajudar (é, um mês depois essa minha amiga também acabou ficando afins do show, ela queria conhecer o que tanto eu amava). E não é que os dois amigos foram sorteados!!! Enfim, eu ia ver minha querida trupe ao vivo, de perto e com minha amiga.
Não houve musica que eu não cantasse, nem momento que não me tocasse, muitos outros amigos estavam lá...
Sai do show como se meu mundo tivesse se tornado melhor, muito melhor... Alma e corpo libertos de todos os problemas...Me sentia "bem maior".
Seis meses depois, lá estava o anuncio de que o Teatro Mágico viria novamente a cidade...No mesmo dia do meu ultimo ensaio para a apresentação de conclusão de curso...Muito triste ¬¬ ...
Porém como premio de consolação no dia seguinte do show, o mesmo amigo dos convites me trouxe um DVD o "Entrada para Raros" ... Agora eu tinha o show quando eu quisesse ... e assim é até hoje ... Ouço Teatro Mágico como se estivesse lá ... Canto, me emociono, sinto o coração fora do lugar ... Sem contar as infinitas @s twitadas e retwitadas e o show de Brasília transmitido ao vivo ... e o espaço na mídia que sempre me faz chorar ... não por achar que o Teatro Mágico precise da mídia, mas por acreditar que a massa/mídia precisa de Teatro Mágico.

Não sei pra vocês, mas acredito que até aqui minha história com o Teatro Mágico é linda e cheia de gente rara somada a ela, mas a história não termina por aqui não...
Tenho muitos amigos raros que amo demais, mas quero dedicar esse post a uma pessoinha que em 2009 ingressou na faculdade comigo e entre add de orkut um dia virou e antes de qualquer outra conversa me perguntou "Você gosta de Teatro Mágico?" e depois disso nunca mais nos desgrudamos e até hoje o Teatro Mágico conta a história de nossa amizade ...

Vivi, tu é e sempre será importante pra mim, é aquela parte que num tinha, minha metade, amo você amiga!!!


E se você ainda não entendeu, ouça, clica aqui ô ... http://www.oteatromagico.mus.br/


Depois comenta...


Johnnie Walker






























Semiótica #3

Cap.6 - Matisse: Uma semiótica da alegria

Henri Matisse, importante pintor Frances do século XX e líder fiel o movimento fauvista, foi base da analise semiótica neste capitulo.
Com base em sua obra Interior vermelho, de 1947 compreendemos do que se trata a experiência fenomenológica. E fazemos isso a dividindo em três fases:
No primeiro momento precisamos olhar a imagem com disponibilidade contemplativa, deixando cada detalhe penetrar em nosso olhar leve o tempo que for. Depois precisamos compreender a situação comunicativa de estar diante de algo único. E por fim, generalizar o particular num todo enquadramento geral. Findada a experiência passemos a analise propriamente dita, para tanto precisamos compreender que a pintura é um signo que representa algo e capaz de produzir efeitos interpretativos.
É comum observarmos os índices de imediato (mesa, janela) e os legi-signos, mas precisamos observar com um novo olhar, pensar que a pintura é pura superfície e nos ater ao plano puramente sensório e sensível dos quali-signos. Observar a exuberância e exaltação da cor vermelha, seu contraste com a amarela, as cores que a complementam, a oposição entre o geométrico e o orgânico nas linhas negras que ziguezagueiam a obra criando uma atmosfera de flutuação.
O segundo fundamento esta no sin-signo, onde o quadro é um quadro, assim como a reprodução deste é sua reprodução e não o quadro. Não podemos avaliar uma obra pela sua reprodução, pois perde em pigmentos, textura e dimensão. O sin-signo seria sua realidade particular, considerando também o ambiente onde a obra está inserida. A obra tem os seus sin-signos e a reprodução tem os seus distintos um do outro.
Os aspectos de lei são nosso terceiro fundamento, onde o sin-signo define que a obra pé uma pintura, da classe das pinturas a óleo, da classe das modernas, do gênero fauvista, enquadra-a na tradição das naturezas mortas e no padrão de telas retangulares e verticais.
Agora, podemos partir para a analise do tipos de objetos de acordo com a natureza dos fundamentos, que podem ter relações icônicas, indiciais ou simbólicas. No modo como o quali-signo sugere seus objetos possíveis, o sin-signo os existentes e o legi-signos representa estes objetos.
No entanto os quali-signos só são perceptíveis pois temos referenciais externos ao quadro, e no sentido peirceano os signos que representam esses objetos só os fazem por terem uma aparente semelhança com eles, pois são imagens ambíguas. Contudo essas imagens só são de fato identificadas por conta da inteligência virtual dos recursos sutis, onde a formas se integram dando sentido umas as outras, o que seria a indexicalidade interna da obra, que pode agregar informações também através do seu titulo Interiores Vermelhos.
A indexicalidade externa trata-se do elo das imagens utilizadas na obra com o mundo externo a ela, como o estilo e gestos de Matisse, estações do ano, referencias contextuais a outras obras que utilizaram dos mesmo índices, assim como os padrões da arte moderna. Esse jogo de interpenetração do exterior no interior e vice-versa foi universalizada por Matisse nessa obra. O contexto da pintura passa a ser o contexto da historia da pintura.
Porém há uma variação no entendimento desses símbolos que vai de acordo com o contexto cultural do interpretante. Essa referencialidade indicial tende entrar em luta com a ambigüidade icônica.
O interpretante em primeiro nível é imediatico, através dos elementos como a exuberância da cor fará uma leitura sensória da obra, esse primeiro nível também apresentara uma hesitação o que no caso da obra de Matisse se da pela oscila dos planos. No nível dinâmico o interpretante ainda pode ser subdividido em lógico, quando sua avaliação depende de seu contexto cultural, o que já vimos que pode ou não possibilitar a percepção das intextualidades e nos questionamentos proporcionados pela mesma. Quando não é lógico o interpretante é emocional. Essas variações de interpretação podem variar de acordo com a capacidade de cada signo significar o que de fato deve fazer.
Quando fazemos uma analise semiótica como foi feita da obra de Matisse por exemplo devemos chegar ao interpretante final, que nada mais é do que o interpretante dinâmico que não abandona por toda as interpretações imediatas e que ao fim de sua analise se Poe a questionar que outras analises serão feitas da obra no decorrer do tempo, “os efeitos que os signos poderão porventura produzir no seu devir são tão enigmáticos quanto o próprio desenrolar da vida.”

Resenha do capitulo 6 do livro "Semiótica Aplicada" de Lucia Santaella.